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sábado, 24 de dezembro de 2011

Receituário Pop e os 30 melhores discos de 2011...

Aqui está minha lista com os melhores discos do ano... foi difícil resumir em 30 discos, mas acho que deu pra fazer um belo apanhado.



Um ótimo 2012 para todos...

Receituário Pop e as 30 melhores músicas de 2011...



O vídeo é longo porque tem trechos de todas as músicas... mas nada que não dê pra ir ouvindo e adiantando...

Em breve, os 30 melhores discos de 2011...

sábado, 1 de janeiro de 2011

Os 25 melhores discos de 2010...

Aproveitem de uma forma diferente a seleção do ano que já passou...



Um ótimo ano para todos... sem promessas dessa vez, especialmente porque a cada dia o fim do Receituário está mais próximo...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

As 30 melhores músicas de 2010... (em uma frase)

E aos 45 do segundo tempo, depois de um ano ausente em função de lesões, o Receituário Pop entra em campo para aquele momento que todos mais adoramos: a retrospectiva musical. Pra começar, as 30 melhores músicas de 2010. A lista deste ano vem com algumas surpresas. Pela primeira vez não há nenhuma canção nacional no countdown. Não é preconceito contra o cancioneiro tupiniquim, mas a falta de tempo fez com que eu elegesse prioridades, no caso o cenário musical estrangeiro que é aquele com o qual eu tenho mais apreço. Pela primeira vez também temos mais de uma música de um mesmo artista. Tirando isso, lamento muito quem for reclamar de ausências visíveis como a de Janelle Monáe que esteve em 99% das listas que vi esse ano, mas, desculpe, essa é a minha lista. Cada uma das 30 canções que compõe ese top será acompanhada de uma frase que define porque ela é tão boa. Divirtam-se com a audição.

30- Mark Ronson – Hey Boy: pode nem ser a melhor de Ronson, mas é a mais grudenta.... Ouça!

29- Zola Jesus – Sea talk: maravilhosamente chupado de Siouxsie and the Banshees... Ouça!

28- The Like- He’s not a boy: a música que prova porque a gente sentiu tanta falta do The Like… Ouça!

27- Cee Lo Green – Fuck you: a falta de educação pode ser bem fofa... Ouça!

26- Foals – This Orient: a melhor música nerd de 2010… Ouça!

25- Marina and the Diamonds - Mowgli’s road: a única pena é que uma música tão boa foi mal aproveitada com um clipe tão ruim... Ouça!

24- Antony and the Johnsons – Thank you for your love: para aqueles dias tristonhos e cinzentos, não tem como ser melhor... Ouça!

23- Audrey Horne – Halo: a capacidade de transformar uma música irritante em algo extraordinário... Ouça!

22- Brandon Flowers – Jilted lovers and broken hearts: uma canção solo que mostra porque a gente gosta tanto de The Killers… Ouça!

21- Gorillaz – On Melancholy Hill: de tão bela prova que música de desenho animado não precisa ser bobinha... Ouça!

20- Two door cinema club – Do you want it all: aquela música para refletir sobre o ritmo frenético das nossas vidas... Ouça!

19- Grinderman – Heathen child: o lado sombrio de 2010… Ouça!

18- Paul Weller - Find the torch, burn the plans: a música para fazer revolução… Ouça!

17- Teenage Fanclub – The back of my mind: feita para embalar romances de comerciais de margarina… Ouça!

16- Sia – Never gonna leave me: com o auxílio da guitarra de Nick Valensi, a canção para quem sentiu falta de Feist e companhia... Ouça!

15- Gogol Bordello – My companjera: em 2010 foi só colocar essa pra tocar que não tinha como ficar triste... Ouça!

14- Karen Elson – The ghost who walks: o ápice do cool capaz de deixar Marianne Faithful orgulhosa… Ouça!

13- Mondo Cane – Che Notte: a loucura de Mike Patton com uma pitada de trilha sonora italiana... Ouça!

12- Tom Petty and the Heartbreakers – Running Man’s Bible: a prova que nem com o tempo a música de Tom Petty perde a qualidade… Ouça!

11- Carl Barat – Run with the boys: qualidade musical a la The Jam, capaz de deixar Pete Doherty com inveja... Ouça!

10- Black Rebel Motorcycle Club – Conscience killer: quem não gostou do disco novo do BRMC é porque não prestou atenção em Conscience Killer... Ouça!

09- Aqualung – Lost: uma pérola ignorada pela maioria... Ouça!

08- Manic Street Preachers – Some kind of nothingness: junto com Ian McCulloch, a colaboração do ano… Ouça!

07- Broken Social Scene – Texico bitches: a grande composição indie do ano… Ouça!

06- Dead Weather – Die by the drop: o peso da trupe de Jack White melhorando a cena musical… Ouça!

05- The National – Afraid of everyone: em um disco com tantas obras-primas, essa sobressaiu... Ouça!

04- Paul Weller – No tears to cry: impossível de ouvir e não viajar pelo tempo dançando... Ouça!

03- Grinderman – Mickey Mouse and the Goodbye Man: a música para recuperar a fé em rock ‘n’ roll de verdade… Ouça!

02 - Arcade Fire- The Suburbs: a composição capaz de fazer você repensar todas as suas crenças... Ouça!

01 - Interpol – Barricade: uma jóia pop, sem superficialidade, pronta para ser descoberta… Ouça!


No próximo Receituário: melhores discos de 2010?!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

As 30 melhores músicas de 2009... (parte 3 - 10 a 01)

Esqueçam as músicas de Natal... nada de Noite feliz ou Jingle Bell... o Receituário Pop apresenta as 10 melhores músicas de 2009. Se você ainda não ouviu alguma delas ainda há tempo de ser um bom menino ou menina para ganhar presente do Papai Noel...

10- Pearl Jam - Force of Nature: Eddie Vedder e companhia fizeram não apenas um dos meus discos prediletos do ano, como o melhor deles desde Yield (1998). Mesmo concordando que a escolha de The Fixer como primeiro single foi certa, a preferida do disco tem que ser Force of Nature em que letra e melodia estão alinhados para criar uma música com o poder típico do grande remanescente do rock de Seattle. Ouça aqui...

09 - Yeah Yeah Yeahs - Zero: ao contrário da expectativa de decadência gradativa que se tem em relação a nova geração do rock, o Yeah Yeah Yeahs parece estar se aprimorando a cada disco. Os três álbuns que o grupo de Karen O já lançou são distintos entre si, mas preservam a identidade do trio nova iorquino. Com um primeiro single como Zero não tinha como ficar decepcionado com It's blitz. Ser considerado um "zero" nunca pareceu tanto um elogio. Ouça aqui...

08 - Florence and the Machine - Dog days are over: quem se sentiu órfão com a ausência de lançamentos da Feist e de seus clipes fofíssimos, pode suavizar a saudade com a melhor estréia solo de 2009 pertencente a Florence Welch. Parte de tamanho êxito da cantora inglesa pertence a essa música perfeita para ser cantada em momentos de redenção. Ouça aqui...

07 - Julian Plenti - Games for days: que Interpol é a banda número um no meu coração, iPod, Last Fm e tudo o mais que houver, todo mundo já sabe. Por isso mesmo tinha medo de não gostar do disco solo do Paul Banks, mas é claro que ele não me desapontaria, ainda mais com esse clipe pra lá de maravilhoso com participação da Emily Haines do Metric que volta a aparecer daqui a pouco. So, this is how we learn. Ouça aqui...

06 - Dead Man's bones - Pa pa power: bandas de atores tem tudo para dar errado. Mas desde que começou a promover seu projeto com o amigo Zach Shields, Ryan Gosling parecia ter futuro apenas por tentar fazer tudo o que pode parecer contramão em Hollywood. O produto final foi um disco com altos e baixos, soando um pouco como um Arcade Fire simplificado ou um The Cramps amansado. O importante é que no meio do show de horrores que eles tentaram montar no disco homônimo existe a grudenta Pa Pa Power. Ouça aqui...

05 - Metric - Sick Muse: eu já tinha me desapontado o bastante com o Metric nos últimos anos para não querer ouvir o disco Fantasies. Mas daí a Emily apareceu no clipe do Paul e eu tive que dar mais uma chance para moça que conseguiu se redimir a altura com um dos melhores discos pop rock do ano. Sem contar que depois que assisti o clipe de Sick Muse ela virou minha mais nova musa, pela imagem e apelo sexy agressivo da canção. Ouça aqui...

04 - The Noisettes - Never forget you: voz arrepiante, melodia perfeita, letra docemente sarcástica, grupo supra-sumo do cool... são tantas qualidades que com a aparição de Shingai Shoniwa dá pra acreditar que alguém tenha sentido falta da Amy Winehouse? Not really... troféu melhor cantora de nome estranho pra ela, por favor. Ouça aqui...

03 - Phoenix - Lisztomania: quem ouviu Wolfgang Amadeus Phoenix e não se encantou coloca o dedo aqui?! Como punição todos os dedos serão cortados. Se o Marcelo Tas estivesse apresentando essa lista em uma premiação, ele diria que esta é a canção mais tchuqui tchuqui do ano. Tal denominação até combina com a linha de baixo e guitarra capaz de provocar uma lavagem cerebral até nos mais resistentes. Jack Bauer ficaria mansinho ouvindo Lisztomania e era capaz de ainda sair dançando no meio de um bando de terroristas. Ouça aqui...

02 - Wild Beasts - Brave bulging buoyant clairvoyants: a melhor banda estreante do ano tem que ser Wild Beasts, ainda mais para quem cresceu em meio a histórias fantásticas e está até agora morrendo de vontade de ver Onde vivem os monstros. A voz peculiar e a harmonia brincalhona da canção fazem com que a ouça sem parar até conseguir acompanhar a cantoria de Hayden Thorpe. Ouça aqui...

01 - Jarvis Cocker - I never said I was deep: Jarvis Cocker por si só já é demais, mas ainda por cima ele lança o disco solo Further Complications com uma música que deveria ser a ode de todo o cafajeste. Assim, se ele já era difícil de resistir, ficou irresistível de vez! Sem contar que para escrever uma música com a frase "My morality is shabby" sem parecer cafona, tem que ser muito bom e Jarvis é. Então aproveitem a melhor música de 2009, cantem a plenos pulmões, sem medo de ser brega: "I never said I was deep, but I am profoundly shallow/ My lack of knowledge is vast, and my horizons are narrow/ I never said I was big, I never said that I was clever...". Ouça aqui...

Se eu não pensar em outra lista até o final de 2009, só volto em 2010. Então Feliz Natal e Ano Novo para todos os leitores do Receituário Pop. Que ano que vem seja possível continuar a eterna busca pelo melhor que há na cultura pop e que possamos continuar avacalhando com tudo o que for ruim! Agora vou lá escrever minha cartinha pro Papai Noel pedindo o Jarvis, o Paul Banks e o Mike Patton de presente!

No próximo Receituário: no idea...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

As 30 melhores músicas de 2009... (parte 2 - 20 a 11)

Sem muita demora que é para não deixar ninguém ansioso, aqui vão mais dez musiquinhas que fizeram de 2009 um ano bem mais agradável...

20 - Wilco - You never know: que eu idolatro Wilco e queria casar com Jeff Tweedy só pra poder pedir para ele cantar pra mim não é novidade. Apesar de ainda preferir o Sky Blue Sky, o disco homônimo lançado este ano também é incrível, do início ao fim e essa canção é um típico exemplar Wilconiano da primeira a última nota. Ouça aqui...

19 - Iggy Pop - Je sais que tu sais: o vocalista do Stooges seguiu um dos caminhos mais improváveis que podia no disco Preliminaires e essa é uma das razões para ele ser tão bom. Je sais que tu sais é a síntese de tudo o que há de sensacional neste trabalho que (voltando a resenha que também escrevi para a Paradoxo) merece o Oscar de musical estranho mais fascinante de 2009. Ouça aqui...

18 - Dinosaur Jr. - I don't wanna go there: J Mascis está na minha lista de Deuses e esta é a faixa do disco Farm que me lembra porque eu costumo escutar compulsivamente o disco Where you been de 1993. Ouça aqui...

17 - Sparklehorse and Danger Mouse - Everytime I'm with you: apesar de ter ficado insatisfeita com uma parcela maior do que eu imaginava das músicas deste disco, o trabalho com Jason Lytle é uma das coisas mais ironicamente belas que alguém pode ter ouvido neste ano. Ouça aqui...

16 - Dead Weather - Treat me like your mother: sempre amei Jack White, nunca gostei muito de Kills. No entanto, Alisson Mosshart é essencial para a música com mais adrenalina lançada desde o último primeiro de janeiro. E nem preciso comentar aquele clipe, ou preciso?! Ouça aqui...

15 - Muse - Uprising: apesar de achar que muitas músicas do grupo de Matt Belamy soam parecidas demais, o que mais me atraí nelas é a capacidade de transmitir uma força épica, como se fossem compostas para a batalha final contra o apocalipse. Impossível ouvir Uprising e não ter vontade de levantar e ir a luta, mesmo sem saber contra o que ao certo. Ouça aqui...

14 - Placebo - For what it's worth: minha ligação com Brian Molko começou obviamente por causa de David Bowie e quando eu fui surpreendida durante uma madrugada pelo clipe de For what it's worth tive certeza que a criatura não me decepcionaria assim como o criador nunca decepcionou. Já aviso, essa música gruda. Se quiser também, a resenha do disco Battle for the sun. Ouça aqui...

13 - Neko Case - Red Tide: o disco Middle Cyclone é quase presença unânime nas listas de melhores publicadas durante o ano inteiro. Provavelmente tanta aceitação seja causada pela dificuldade de escolher qual a canção melhor do disco inteiro, mas mesmo com a disputa acirrada, o ar desesperado de Red Tide sai como vencedora. Como não se render ao sarcasmo da frase "The mollusks they have won...". Ouça aqui...

12 - Julian Casablancas - 11th dimension: talvez o disco solo do vocalista do Strokes tenha sido o que causou mais "mixed feelings". Teve gente que amou, teve o contrário e teve quem não deu bola para o assunto. Mas é inegável que entre as boas canções pop que ele conseguiu criar, 11th dimension é extraordinária. Tente não ficar feliz depois de ouví-la. Ouça aqui...

11 - Patrick Wolf - Hard Times: Patrick (sente a intimidade) sempre me entrete, seja com seus figurinos espalhafatosos, com seus chiliques no palco e com sua música. É inegável que sem essa música, em diversos momentos eu não teria tido forças para sobreviver às agruras do ano que está acabando! Ouça aqui...

No próximo Receituário: as 10 mais do ano anterior ao ano 10!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

As 30 melhores músicas de 2009... (parte 1 - 30 a 21)


O fim de 2009 está chegando, para alegria de uns e tristeza de outros. Mas no quesito produção musical foi um ano no mínimo bem decente. Por isso, o Receituário Pop apresenta a primeira parte da lista com as 30 melhores músicas de 2009. Aproveitem...

30 - Kasabian - Where did all the love go?
: é inegável que quase todas as músicas do Kasabian soam do mesmo jeito, no entanto, em um disco que tudo parecia a mesma coisa, essa canção sobressaiu como aquela que dá vontade de colocar no repeat. Ouça aqui...

29 - Ciara - Love Sex Magic: todo ano eu tenho uma música chicletuda que eu considero a epítome de todas as qualidades que tornam as canções pop um prazer muitas vezes culposo, e por isso mesmo mais delicioso. Então, minha pérola inacreditável de 2009 vai pro dueto de Ciara com Justin Timberlake. Ouça aqui...

28 - Caetano Veloso - Sem cais: existe algo mais sensacional do que as canções que foram feitas para os momentos em que tudo parece perdido? Só o refrão já valeria a pena: "Quero tanto/Quero tanto você/ Mar aberto/Mar adentro/ Mar imenso/ Mar intenso/ Sem cais/ 'Tou com medo/ 'Tou com medo de ver/ Que 'inda posso/ Ir bem mais...". Ouça aqui...

27 -
Richard Hawley - Open up your door: música descoberta aos 45 do segundo tempo pra fechar 2009 com chave de ouro. Ainda estou tentando descobrir o que me atraiu tanto nela, talvez um certo ar de Leonard Cohen, mas sei que tenho vontade de sorrir melancolicamente sempre que ele diz "Open up the door/ I can't hear your voice no more /I just want to make you smile/ Maybe stay with you a while...". Ouça aqui...

26 - Moby - Pale Horses: pra explicar a beleza dessa canção tenho que repetir o que escrevi sobre ela na resenha do disco para a Revista Paradoxo: "Para os que estiverem prontos para se deliciarem com algumas das canções mais belas e significativas já produzidas sob o rótulo de música eletrônica basta um mergulho em Pale horses e JLTF, ambas falando sobre caminhos a serem percorridos pelo ser humano que vive buscando respostas para perguntas que, às vezes, nem ele mesmo sabe ao certo quais são". Mas Pale Horses é melhor que JLTF. Ouça aqui...

25 - Lady & Bird - Liberty: não apenas essa dupla islandesa fez um dos meus discos prediletos do ano, como fez essa música que me lembra uma das coisas que mais amei nos últimos tempos: Pushing Daisies. Ouça aqui...

24 - Depeche Mode - Wrong: quem não acha a voz de Dave Gahan poderosa?! Se eles continuarem fazendo músicas como essa, eu perdôo a constante desistência de vir ao Brasil. E preparem-se para o clipe dirigido pelo meu mestre Patrick Daughters. Ouça aqui...

23 - Conor Oberst - I got the reason: antes do disco Outer South ser lançado eu já tinha a ouvido ao vivo no show do Santander Cultural, ano passado. Achei tão fantástica que gravei no celular para procurá-la depois. Demorou pra sair, mas nunca mais saiu das minhas prediletas. Ouça aqui...

22 - PJ Harvey e John Parish - Black hearted love: assim como todas as críticas que eu li não conseguiram capturar o sentido deste disco perfeito, não serei eu quem conseguirá explicar o poder dessa música. Ouça aqui...

21 - Soulsavers - Unbalanced pieces: poucas palavras: Mark Lanegan e Mike Patton cantando juntos. Antes dessa música, só nos meus sonhos mesmo! Ouça aqui...

No próximo Receituário:
do 20 ao 11 em menos de 24 horas!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

05 filmes que me levarão ao cinema...

Sem grandes delongas, aqui estão os filmes que vão fazer que eu sai de casa em direção ao cinema nestes últimos meses de 2009:

05) 2012: não é exatamente meu tipo de filme, mas tem o John Cusack. Qualquer filme que tenha Cusack no elenco merece ser assistido na tela grande. Se não der pra ser assim, pelo menos 3 vezes em DVD. Mas tirando essa razão (que já seria o suficiente), o trailer parece interessante e por mais que a premissa da história não seja novidade nenhuma (mesmo quem não conhece a teoria maia de que o mundo acaba em 21/12/2012), todos os filmes do Roland Emmerich apresentam cenas bem interessantes do Apocalipse. Vai dizer que você não ficou minimamente curiosa ao assistir o trailer e ver o Cristo Redentor caindo aos pedaços?!

04) 9 - A salvação: eu sei que o filme já estreou, mas como ainda não pude ver, continua na minha lista de must watch. O tema fim dos dias nunca sai de moda, mas agora vem em versão animada com as vozes da Jennifer Connely e do Elijah Wood (entre outros atores renomados) e é produzido pelo Tim Burton. Credenciais melhores é quese impossível. No IMDB a trama é resumida com a frase "Um pesadelo pós-apocalíptico no qual toda a humanidade está ameaçada". É só pensar em Nightmare Before Christmas e lembrar que qualquer pesadelo que tenha um dedinho do Tim Burton é um sonho cinematográfico que não deve ser deixado de lado...

03) 500 dias com ela: todo ano tem que ser lançado um novo filme cult que vai ser idolatrado pelos alternativos e indies de plantão. Em 2009 esse filme é esse aqui! Como geralmente eu adoro este tipo de filme (Cameron Crowe sempre vai ser o rei deste gênero cinematográfico), não vai ser este que vou deixar de ver, especialmente porque 90% destes longas nem chegam aos cinemas aqui no sul, então quando estreiam, se tornam imperdíveis. Se não fosse motivo o bastante, mesmo achando a Zooey Deschannel bem, digamos, enfadonha (esse comentário pode custar a minha vida) tem o lindinho Joseph Gordon Levitt (cada vez mais me lembrando o Heath Ledger) para todos aqueles que como eu sentem saudades dos tempos de 3rd rock from the sun...


02) Coco antes de Chanel: mesmo que Audrey Tautou ainda tenha que pagar pelo pecado Código Da Vinci, temos que elogiar suas tentativas de redenção. Mesmo sendo um filme bem diferente, ao dar a vida a estilista Coco Chanel parece conseguir fazer com que o espectador se lembre porque se apaixonou por ela ao assistir Les Fabuleux destin d'Amélie Poulain pela primeira vez. E se a os membros da Academia tem aberto as portas para os estrangeiros nos últimos anos e deram o prêmio para a igualmente maravilhosa Marion Cotillard por sua encarnação de Edith Piaf, porque o mesmo não poderia acontecer com Audrey?!

01) Onde vivem os monstros: finalmente o filme do ano, ao menos para mim. Juntar a linguagem cinematográfica inovadora de Spike Jonze com uma popular história fantástica infantil é uma combinação que só poderia dar certo, assim como nos anos 80, Wolfgang Petersen conseguiu fazer com A história sem fim. O enredo é simples: o menino Max se refugia em um mundo de imaginação porque acha que na vida real ninguém o compreende. Essa sensação que toma conta de todos nós durante a infância (e ás vezes se estende por tanto tempo que nunca acaba) gera um universo dos sonhos extraordinário, repleto de criaturas monstruosas que despertam os sentimentos mais selvagens que podem existir, como o medo e a curiosidade, por exemplo. Um reino para ser explorado é o que Jonze tirou do livro de Maurice Sendak e colocou na telona, ainda com uma trilha sonora assinada por Karen O do Yeah Yeah Yeahs que não sai do iPod....


Espero que de certo modo o Receituário Pop tenha ajudado a incrementar o seu roteiro cinematográfico. Agora é o momento da confissão: eu vou ver New Moon sim, especialmente porque cinema-pipoca é uma delícia. Mas sou capaz de esperar pelo DVD mesmo...

No próximo Receituário: escolhendo as opções...

domingo, 30 de agosto de 2009

Quem não gosta de covers?


Por mais que eu ainda prefira as músicas originais, ou seja, nada de versões ao vivo, acústicas, remix, etc, de vez em quando a gente se surpreende com um cover bem feito, e que de tão legal se torna uma música nova.

Juntando essa coleção de covers legais, mais a paixão por listas, agora o Receituário Pop, também colabora com o blog super bacana 1001 covers. Não basta listar algumas as versões mais sensacionais que você já ouviu, temos que explicar o porque, afinal de contas, dar uma nova roupagem para uma outra canção e fazer isso bem feito, exige muita responsabilidade.

A meta é atingir os 1001 covers, assim como nos livros 1001 discos que você precisa ouvir, 1001 filmes que precisa ver, 1001 livros que precisa ler... Por enquanto estamos no número 0036, ou seja, há um grande trajeto pela frente e por isso sugestões são sempre bem vindas.

Até agora, tive duas colaborações: elogiando Oasis através da cover de Wonderwall feita por Ryan Adams e babando por Bowie cantando Beach Boys. Dentro em breve pretendo defender minha teoria de que o Bee Gees é o grupo perfeito para ser coverizado...

No próximo Receituário: je ne sais pas...

sábado, 8 de agosto de 2009

05 diretores de videoclipes que você precisa conhecer...

Depois de vários dias surtando de tédio, sem poder sair de casa e com muito tempo pra pensar, comecei a criar diversas ideias para poder atualizar este blog. Depois de descartar muitas, cogitei deletar o Receituário Pop de vez. Mas resolvi encarar mais um desafio antes de realizar ação tão drástica.

A muito tempo vivo assombrada pelo conceito Internet killed the videostar. Mesmo que cada vez mais os canais dedicados à música passem menos clipes, continuo obcecada por videoclipes. E não basta conhecer uma canção nova através do conceito visual, quero conhecer a videografia de um diretor tanto quanto me interesso pelos cineastas da tela grande. Posso ir além... se fosse fazer aquela lista básica de profissões perfeitas que você sonha ter, diretora de videoclipe é a número um com certeza.

Pensando nisso passei pelo árduo trabalho de selecionar os meus cinco diretores prediletos. E se não bastasse, me empolguei na tarefa e escolhi cinco clipes de cada um. Ou seja, se você está entediado, com medo da gripe suína, agora pode ficar em casa com bastante coisa para ver. Como tenho horror a assistir vídeos em blog, todas os nomes das músicas contém o link que leva ao mais prazeroso espetáculo musical que posso proporcionar.

05) Samuel Bayer
Inesquecível: a lista de clipes inesquecíveis deste diretor americano é grande, mesmo para alguém que começou a carreira por "sorte" no início dos anos 90. Logo no comecinho da carreira dirigiu clipes sutis, traduzindo sem grandes técnicas, mas marcantes como No rain, do Blind Melon e mais importante Smells like teen spirit, não preciso dizer de quem.
Imperdível: a estética de Bayer me parece muito conectada ao grunge e mais recentemente ao que está mais próximo de rock comercial, representado por My Chemical Romance e Green Day. Ou seja, normalmente seus clipes são diretos, sem grandes produções, sempre com uma aura mais negra, o que ajuda na idéia de baixo orçamento (mesmo que na verdade tenha custado uma bela grana). No entanto, dois clipes do Strokes chamam a atenção no meio de tanta repetição: You only live once e Heart in a cage (maravilhoso em preto e branco).
Indispensável: juro que não é pelo cantor, mas o melhor clipe de Samuel Bayer é Strangers when we meet, do David Bowie. O diretor foi por um caminho bem menos "dirty-punk" e acertou na medida do poético e do agressivo. Tudo bem que a canção é perfeita (mode Bowie's fan on), mas damos o mérito porque a aliança visual e musical é perfeita...

04) Mark Romanek
Inesquecível: dos diretores desta lista é o mais experiente no ramo dos vídeos musicais. Da metade dos anos 80 em diante, artista que se preze tem clipe dirigido por Romanek. Na minha opinião, o que faz da carreira de Mark tão marcante é que nunca se sabe o que se esperar de um novo trabalho. São tantas referências que cada clipe é uma obra particular. Dois dos clipes mais memoráveis são Are you gonna go my way, do Lenny Kravitz (mais tarde copiado descaradamente por inúmeros artistas, incluindo o Jane's addiction, na música Just because) e Rain da Madonna, que deu uma bela quebra naqueles clipes apelativos que ela fez nos anos 90...
Imperdível: mesmo estando bem distante do gênero musical que eu costumo ouvir, através do clipe 99 problems fui escutar o disco do Jay Z e fiquei bem feliz com que ouvi. Mas o clipe que chega a embrulhar o estômago de tão emocionante é o de Hurt, cover do Nine Inch Nails, feito por ninguém menos do que Johnny Cash em uma volta surpreendente ao estrelato em 2002, pouco antes de sua morte...
Indispensável: não apenas com um cover Trent Reznor ajudou Mark Romanek a fazer história. O clipe da canção Closer é verdadeira obra de arte. Foi censurado, causou comoção e foi parar na coleção permanente do Museu de Arte Moderna de NY. Quer mais?!

03) Roman Copolla
Inesquecível: o sobrenome já entregou que o cara tem que ter talento. É filho do homem e consequentemente irmão da minha musa, se é que você me entende. E assim como, se você for cool estará na trilha sonora de um filme da maninha, se você também estiver nesta categoria vai querer ter um clipe dirigido por ele. Ele costuma ter o costume de querer mostrar as bandas da forma mais crua possível, como em Last Nite, do Strokes e no empolgante video do Ima Robot, Dynomite, mas...
Imperdível: com o tempo ele foi tentando transformar o clipes em pequenos curta metragens, carregando mais significado a música como acontece no fofíssimo Lonely Day, do Phantom Planet.
Indispensável: para completar ele ainda resolveu seguir por vertentes parecidas com as do ex-cunhado Spike Jonze e fez coisas beeeem estranhas e por isso mesmo fascinantes como se pode ver nos clipes de Funky Square Dance, do Phoenix e Playground love, do Air, trilha do meu filme favorito daquela diretora...

02) Floria Sigismondi
Inesquecível: é muito bom ser um artista versátil e tudo mais, mas se eu fosse diretora de clipes queria ser como a Floria. Se você conhece o trabalho dela, quando for ver um clipe, mesmo que pela primeira vez vai saber se foi ela que dirigiu. O trabalho é completamente autoral, muito abstrato e surreal, mas da mesma forma que desejo viver no mundo de Tim Burton, também gostaria de viver no universo Floria, mesmo ele sendo meio assustador como nos seus clipes mais famosos Beautiful People, do Marilyn Manson (acho o coitado bem descartável, mas amo essa música de tanto ver o clipe) e Fighter, da Christina Aguilera (quando vi esse pensei: não gosto dela, mas a partir de hoje merece mais meu respeito do que a Britney)...
Imperdível: o que me deixa mais fascinada pelo trabalho desta italiana é que ele transcende o visual. Seja na tela do computador ou da televisão parece que toda aquela composição artística vai quebrar o vidro e sair pela sala a fora, se espalhar pelas paredes. É tudo detalhado e grandioso demais para ficar restrito a um lugar tão pequeno como pode ser visto nos clipes de Megalomaniac, do Incubus e Blue Orchid, do White Stripes...
Indispensável: Finalmente, o que me surpreende nas obras de Floria é que ela não faz apenas clipes. Ela e uma contadora de histórias nata. Sejam essas histórias pessimistas, elas ainda mantém um resquício de otimismo bem no fundinho, como no clipe do The Cure, The End of the world. Quando eu crescer quero ser Floria!

01) Patrick Daughters
Inesquecível: finalmente o número um da lista. Patrick Daughters é o novato entre os diretores. É colega de trabalho dos irmãos Coppola, mas nem por isso vive a sombra da fama dos outros. Talvez o nome não lembre nada, mas feche os olhos pense: clipe mais fofo e colorido que você viu nos últimos tempos? Se ainda ficou em dúvida, tem uma marca de lava roupas que plagiou o clipe bonito... acertou quem falou Feist, 1 2 3 4. A canadense foi uma das maiores incentivadoras do trabalho do californiano, juntamente com o Yeah Yeah Yeahs. Entre os clipes de Daughters com a banda nova iorquina está o simpático Turn into...
Imperdível: Enquanto os clipes da Floria são superproduções, detalhadíssimos, Patrick é o contrário. O que mais se encontra em seus clipes são efeitos de luzes, close ups, câmeras e planos sequenciais e tudo isso me passa uma sensação de intimidade com a música e com o trabalho. Em Lightining Blue Eyes, por exemplo, sinto como se eu estivesse passeando pelo show do Secret Machines, assim como tenho vontade de olhar pela janela para ver se o Futureheads não está no meu pátio tocando Hounds of love...
Indispensável: Patrick tem menos de 10 anos de carreira e só mostra mais maturidade a cada vídeo. Quando eu recebi minha newsletter do Interpol avisando que o clipe para No I in threesome estava no ar e era dirigido por Daughters, surtei. E o resultado não me deixou nada desapontada. Então, Patrick querido, se precisar de uma assistente, estamos aqui para isso!

Espero que da próxima vez que você assistir um clipe bacana, espere os créditos e veja quem é o diretor. Quem sabe no futuro eu não seja a única que odeia a VH1 por passar clipes legais, mas não colocar o crédito para o criador visual. Mais uma coisinha: se você ficou pelo menos "levemente" interessado pelo mundo das artes visuais, um site é parada obrigatória: Director's Bureau. Fãs da Sofia Coppola me agradeçam depois...

No próximo Receituário: quem sabe o fim?!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

05 livros para serem lidos em uma maratona literária:


Uma das coisas que eu mais gosto em Porto Alegre é a cena cultural. Talvez porque eu conheça como é a vida no interior, onde se tu tem um gosto musical ou literário um pouco menos popular acaba se tornando um estranho no ninho, valorizo o ambiente que a capital gaúcha propícia para as pessoas interessadas em algo mais do que aquilo que a mídia tenta enfiar goela abaixo.

Semana passada, no dia 22 de abril, foi realizada uma Maratona Literária no Centro Municipal de Cultura. Quem conhece lugares como este e tantos outros que podem ser encontrados em Porto (como a Casa de Cultura Mario Quintana e o Santander Cultural) sabe que a atmosfera destes lugares é algo que transcende a localização. Então nada melhor que copiar a maratona que já ocorria em Madri (porque sim, tudo o que é bom pode ser copiado) e transformar em algo legitimamente gaúcho.

Na primeira edição da empreitada, o livro escolhido foi "Cem anos de solidão" do escritor colombiano, Gabriel García Marquez. Para quem ainda não captou qual a ideia destes encontros, nada melhor do que usar a apresentação da comunidade do evento no orkut para descrevê-los: "Um livro, uma data e um lugar para leitura em grupo. Cada um lê, em voz alta, os trechos que desejar entre goles de café e algumas pausas para recuperar o fôlego da corrida. Ao final do livro ou do fôlego dos leitores será a vez da premiação literária". Para as próximas edições do evento, a escolha do livro será feita por meio de enquetes na Internet, por isso, aqui eu registro as minhas cinco indicações:

05) "As cidades Invisíveis" - Italo Calvino: admito que ainda não acabei a minha leitura, mas posso vislumbrar a ideia de um grupo de pessoas lendo em conjunto e todos sentindo aquelas emoções intensas que são despertadas quando percorremos este livro, com suas memórias descritas como se fossem algo que vive alem da lembrança do autor, mas também está na nossa. Pela catarse emocional que deve provocar no grupo, esta é a minha quinta opção...

04) "Grandes Esperanças" - Charles Dickens: que Dickens é um dos meus escritores prediletos, a maioria deve saber. No entanto este livro é o escolhido no meio de tantos mais renomados porque é ele quem consegue provar como o escritor inglês era um profundo conhecer da sociedade e do ser humano. De certa forma, lendo Dickens também é possível perceber que nós podemos ter evoluído muito, mas nem por isso somos assim tão diferentes...

03) "As três Marias" - Rachel de Queiroz: para não dizerem que só são valorizados os escritores estrangeiros, aqui está uma representante da literatura brasileira, e ainda mais, uma mulher. Percebo que a maioria dos jovens tem o nariz torcido para as obras do nosso país porque o vestibular de certo modo é capaz de traumatizar a capacidade leitora destas pessoas. Então, por isso, sendo uma traumatizada recuperada, digo que este livro de Rachel de Queiroz é o remédio perfeito para quem quer voltar a apreciar a capacidade criativa de nossos autores...

02) "Os sofrimentos do jovem Werther" - Goethe: se Cem anos de solidão é impactante, o que dizer da obra de Goethe? Uma coisa é certa, ninguém fica imune a história, que mesmo sendo curta não precisa de muitas páginas para prender o leitor e levá-lo a percorrer um labirinto nada feliz, mas que nem por isso é menos inspirador. Quando li Os sofrimentos do jovem Werther, minha impressão foi que por mais triste que seja a história, o que mais importa não é a capacidade de nos 'deprimir' e sim a de fazer com pensemos sobre tudo o que está a nossa volta e até que ponto somos culpados pelas nossas própria escolhas. Complicado de entender? Então vai ler o livro...

01) "O velho e o mar" - Ernest Hemingway: finalmente o meu escolhido. Hemingway é um autor que sempre estará nas minhas listas. Mas não importa o quão clichê possa ser, O velho e o mar sempre vai me deixar estupefata. Ás vezes parece impossível de compreender como um livro tão singelo pode abrigar tamanha profundidade, mas também sempre concluo que a complexidade não esteja na vida em si, mas em nós mesmos. Não há chance de alguém ler este clássico de Hemingway e não ficar com um milhão de perguntas em mente depois. E é isso que eu vejo como objetivo em uma maratona: alem de valorizar os livros, fazer com as pessoas percebam que a literatura é um meio para o conhecimento...

No próximo Receituário: um é bom e dois pode ser melhor ainda...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

05 versões feitas para salvar as criancinhas...


Quando as pessoas dizem que uma versão nunca poderá ser melhor que a original, até que eu não discordo, no entanto isso não me impedi de me deliciar com as covers que são lançadas a toneladas por ai. Claro que discernimento é fundamental (tenho pela noção que o My Chemical Romance detonou com a minha música predileta do Bob Dylan), mas que comparar canções é divertido, isso é inegável.

Pensando nisso, adoro quando estas Ongs ou sei lá mais quem convidam bandas para fazer parte de uma coletânea aonde eles tocam músicas de seus ídolos. Por isso, além de gostar da War Child desde o princípio apenas como uma organização, também amei o disco War Child: Heroes. Conselho 1: sempre que a War Child lançar um disco, ouça! Conselho 2: preste atenção nas cinco canções mais legais deste disco.

5) Estelle - Superstition: Stevie Wonder deve ser um dos caras que mais fatura com os royalties de covers. Por mais que meu sangue não ferva por causa de músicas estilos Hip Hop, Rap, R 'n' B (seja lá qual a diferença entre eles) eu gosto da Estelle. O disco dela como um todo é meio fraquinho, mas a American Boy gruda mais do que chiclete no piche. O mesmo acontece com Superstition. Tudo bem que a semelhança com a original ajuda, mas já é um consolo ver alguém cantando Stevie Wonder sem ser a Alicia Keys...

4) Scissor Sisters - Do the Strand: eu gosto bastante de Scissor Sisters. É uma banda falcatrua que é boa e engraçada, não se leva a sério. Acho que ai está a semelhança deles com o Roxy Music. Os dois grupos fazem músicas estilosas para as pessoas aproveitarem a vida, e tudo bem que o brian Ferry se achava, mas é claro que ele pode! Dúvido alguém ficar imune a essa canção e não continuar a imaginar a Ana Matronic dizendo "There is a new sensation, a fabolous creation, a danceable solution, to teenage revolution..."

3) The Hold Steady - Atlantic City: a música do Bruce Springsteen soa sempre como uma pessoa que te dá um soco no estômago, mas nem por isso tu deixa de pensar como ela é linda. Estranho não? Pois é, mas é assim como eu sinto quando ouço boa parte da discografia dele (com exceção das músicas mais up beat que dão uma enjoada), como se alguém estivesse me contando uma verdade que me deixa sem ar e me rouba o chão. Mesmo se tratando de uma versão, o Hold Steady conseguiu manter esta atmosfera, de modo que a primeira vez que a ouvi fui consumida por uma vontade de chorar que fez com que eu parasse no meio da calçada, tirasse os óculos escuros e segurasse as lágrimas. Se for possível entender, acho que só ouvindo...

2) The Like - You belong to me: há anos que aguardo um trabalho novo do The Like. Tanto que corri logo para essa faixa para amenizar a minha saudade. E juro que não me arrependi. The Like fazendo cover de Elvis Costello, um dos artistas mais ironicamente maravilhoso de todos os tempos, o que mais eu podia querer. A música é curta, mas de tão querida, faz com que tu fique cantarolando "I don't wanna be a goodie-goodie, just like anybody, saying you belong to me..." com um sorriso levado no rosto...

1) Beck - Leopard skin pill box hat: Beck cantando Bob Dylan chega ser maldade, mas fazer o que? Adoro quando o Mr. Hansen esquece um pouco do Caetano e vai procurar referências menos "cults". Temo dizer que, com as devidas proporções, prefiro a versão do que o original. A primeira me irrita um pouco, já a segunda me diverte pra caramba e eu penso que é justamente isso que alguém quer fazer quando faz um cover: não há a necessidade de revolucionar, o que é preciso é criar uma nova roupagem legal. Trabalho muito bem feito!

Apesar do TV on the Radio ter regravado Heroes, do Bowie me pareceu um pouco óbvio demais, apesar de ser bem acima da média, óbviamente.

No próximo Receituário: no idea...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

05 atrocidades no lindo mundo dos calçados...


Outro dia eu estava revendo a minha lista de alter-egos. Como eu sou obcecada pela completude das minhas listas e sempre tento torná-las o mais "intocáveis" possível, constantemente tenho a impressão de que tem algo ou alguém faltando. Nesta minha lista de pessoas que são eu, mas no "corpo" de outra, lembrei de uma falta gravíssima: a personagem de Tony Collette em Em seu lugar.

Adoro este filme e a obsessão pela posse dos pares de sapatos mais lindos e diferentes me acompanha. Eu também sonho com o dia em que poderei ter um closet repleto com os mais lindos pisantes, com as cores e modelos mais diversos. E, assim como Toni, ter pena de usar e gastar a sola de muitos deles.

Então, com isso em mente, também lembrei de um dos primeiros textos que devo ter publicado no Receituário: Quem não tem colírio, deseja sapatos... A premissa do texto partia da ideia de que na Páscoa eu não queria chocolates, e sim sapatos. Passaram-se dois anos e dois dias desde que escrevi aquilo, e no entanto meus pedidos não mudaram muito. No entanto, inconformada com o mau gosto da maioria das mulheres que conheço e vejo nas ruas em termos de sapatos, resolvi criar a lista, gentilmente intitulada 05 atrocidades no lindo mundo dos calçados:

05) Mocassim: o uso deste tipo de calçado só é perdoado em duas ocasiões: ou você tem acima de 60 anos, ou então quer ser um homem. Tudo bem que mocassim deve ser o ápice do conforto para os pés, no entanto não me agrada nem um pouco ver aquela coisa enfeitando os meus pés. Pior ainda se for aquele modelo que normalmente tem dois penduricalhos juntos que parecem puxadores de cortina feitos em miniaturas de couro...

04) Crocs:
um caso moderno de mau gosto. Para as mulheres crescidas que existem em usar crocs (pior ainda quando elas andam desfilando por ai vestidas igualzinho as filhas de 08 anos de idade): você já é bem grandinha para usar sapatilha de plástico! E alem disso: você gostaria de ter seus pés devorados por um crocodilo? Não?! Então porque insiste em calçar algo que parece um?!

03) Sapato com salto "tijolo":
de duas uma, ou em uma vida passada você foi holandesa ou então tem muito medo de assalto e prefere sempre andar armada com esses tijolões sob os pés. A maior desculpa que as mulheres terem compulsão em usar este tipo de sapatos no dia a dia é: eu quero parecer mais alta e estes sapatos são muito confortáveis. Aqui chega ao ponto em que uma pessoa com bom senso recomenda: "Está bem querida: mas tu prefere conforto ou beleza? Porque garanto que se tu olhar no dicionário, a definição é bem diferente". Mulheres aprendam: ou vocês aceitam sua falta de estatura, ou paguem todos seus pecados em cima de um belo salto-alto. Já diriam os americanos: no pain, no gain...

02) Sapato com salto de acrílico: a não ser que você tenha ficado presa no tempo, ou então seja muito fã da (já distante) Bebel de Paraíso Tropical, não use sandálias com salto de acrílico. Pior ainda quando são aquelas a la passista de escola de samba, com salto grotesco na frente e um finíssimo atrás. O seu sonho até pode ser desfilar na Apoteose, no entanto, guarde seu sapatinho de cristal para quando pisar na avenida...

01) Bota branca:
tudo bem, até eu quando era pequena queria ter o microfone decorado da Xuxa, com as maria-chiquinhas loirinhas e bla bla bla... mas se até a Xuxa já aposentou as Paquitas, porque alguém insiste em tirar a velha bota de couro branco do armário?! Bota branca, só em festa a fantasia e olhe lá. E acredite, não importa se você está usando "boyfriend jeans" ou skinny, mini-saia ou vestido hippie, bota branca só combina com esquecimento no fundo do armário!

Recado final: o coelhinho da Páscoa vai virar churrasco se aparecer para mim com qualquer uma dessas aberrações.

No próximo Receituário:
05 canções de heróis para salvar as criancinhas! (Entendeu?!)

quarta-feira, 18 de março de 2009

05 discos essenciais para sobreviver (ou não) em uma ilha deserta...

Nem é preciso pensar em catástrofes aéreos nem nada do gênero. Todo mundo algum dia já imaginou como se viraria em uma ilha deserta. Será que eu seria tão eficiente quanto o Crusoe de Defoe e as crianças da Lagoa Azul? Ou será que surtaria como a dondoca naquele filme horrível com o Harrison Ford? So many options...

Uma coisa certa é que sem música eu enlouqueceria no primeiro minuto. Por isso na minha imaginação, eu posso estar com dificuldades para conseguir comida e lutando contra ursos polares em pleno clima tropical, mas a verdade é que meu iPod nunca ficaria sem bateria. No entanto, para que nem tudo seja tão fácil, resolvi restringir a minha trilha sonora em apenas cinco discos. Escolha cruel e que depois de completa me levou a pensar que eu provavelmente não sobreviveria em um ambiente solitário e hostil...

05) Van Halen - "For Unlawful Carnal Knowledge": é claro que a princípio as férias forçadas seriam super divertidas, tudo o que eu pedi a Deus. Então, para aproveitar com uma alta dose de adrenalina nada melhor que ter como trilha sonora um disco repleto de canções divertidas e aceleradas, no estilo Poundcake, que é para ter certeza que não vou cansar tão rápido a ponto de não agüentar a chegada do resgate...

04) Midnight Oil - "Diesel and dust": o disco desta amada banda australiana seguiria um padrão parecido com o anterior, contudo seu conteúdo mais sério faria com que eu mantivesse o foco e a concentração para de certo modo conseguir garantir minha sobrevivência em um ambiente que não tem nada a ver comigo. Se até areia de praia já me deixa cheia de coceira, imagina ficar cercada por água, "equilibrada" em um cômoro. Com certeza a voz de Peter Garrett cantando verdadeiros hinos "pró-meio ambiente", como Warakurna me apoiaria em momentos tão difíceis...

03) Interpol - "Turn on the bright lights": normalmente depois de uma semana as buscas são interrompidas. Então chega a hora de colocar o primeiro disco do quarteto Nova Iorquino para tocar. A depressão começa a tomar conta, mas ainda existe um fiapo de esperança de que eu vou sair dessa sã e salva, mesmo que esta idéia esteja camuflada pela raiva que me fará berrar Say hello to the angels. Vendo pelo lado positivo, pelo menos eu não vou ter que me preocupar com os vizinhos...

02) Siouxsie and the Banshees - "Peepshow": essa vai ser a trilha sonora da noite. O fim ainda não chegou, mas ele vai estar bem próximo. Então para aliviar a dor que se aproxima, nada melhor do que deixar que o incosciente me proteja da melhor forma que ele consegue em momentos de estresse como este: é a hora de ficar completamente louca. Já posso até imaginar, Scarecrow tocando no fundo e eu tendo certeza que há inúmeros olhos flamejantes a espreita...

01) David Bowie - "Station to Station": infelizmente, mesmo esta sendo uma obra prima da música, eu não devo resistir até o fim deste disco. Bastam os 10 minutos da primeira canção que dá nome ao cd, para que eu sinta tanta falta do barulho da civilização e me perca de uma vez em um mundo provavelmente sem volta, assim como quase aconteceu com o Bowie nas ruas de Berlim...

No próximo Receituário: depois de uma sessão deprê, um assunto bem fútil...